quarta-feira, 1 de setembro de 2010

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Sempre com a mesma falta de emoção nas palavras e nos atos, a expressão vazia no rosto aonde apenas se via a tristeza que dos seus olhos já fazia parte, ninguém mais perguntava o que aconteceu. Não porque não se importavam com ela, mas porque já havia se tornado normal toda aquela tristeza e falta de interesse na própria vida. Estranho não era vê-la segurando as lágrimas todos os dias, era vê-la sorrindo - mas isso não era algo que acontecia sempre. Mas pra que se preocupar com isso? nem ela mesma sabia porque agia desse jeito. Nem ela mesma entendia porque nada estava bom, porque sempre inventava metas, algumas até utópicas que ela tinha noção de que não alcançaria. Ignorando as horas, os dias, fazia o tempo passar mais rápido e cavava cada dia mais profundamente um buraco numa concha de dor para onde costumava ir, porém hoje não sai nenhum momento de lá. Estava alcançando o seu tão desejado fim e isso era a unica coisa que colocava um pouco de esperança naquela vida esquecida.

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